terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Castigo dos Deuses (Parte I)

Esperava-o em casa. Não tinha nada programado, mas queria um daqueles joguinhos de provocações. Vesti a lingerie preta que estava ainda por estrear. Olhei-me ao espelho: os meus seios estavam confortavelmente apertados dentro do soutien, estavam salientes e bonitos; As cuecas, que na verdade eram uns boxers curtinhos, mostravam boa parte das nádegas do meu rabo.
Estava com ótimo aspeto, mas seria irrefutável, demasiado fácil. Então vesti uma camisola comprida que deixava apenas uma nesga do meu traseiro à vista. Continuava descalça.
Ele não tardava a chegar. Liguei o rádio e comecei a dançar, enquanto arrumava roupas no nosso quarto. Quando chegou a casa, não chamou por mim como de costume. Limitou-se a seguir a melodia e encontrou-me no nosso quarto. Ficou, por um momento, à porta, a olhar para mim a mexer as ancas sensualmente e o cabelo que estava preso num rabo de cavalo feito à pressa. Dei por ele atrás de mim a tocar-me com as duas mãos pelo corpo todo. Fez questão de colar completamente o seu corpo ao meu e eu senti o seu calor no meu traseiro. Fiquei instantaneamente com um sorriso na cara. Virei-me para ele e coloquei os braços em redor do seu pescoço.
    - Boa noite para ti também. - disse-lhe.
Dei-lhe um beijo pequenino nos lábios e voltei-me para o roupeiro.
    - Boa noite, coisa boa.
Ele continuava agarrado a mim, dava-me beijos e leves mordidas no pescoço.
    - Estou a arrumar - disse-lhe, continuando a dobrar roupa para dentro do roupeiro.
Ele agarrou-me com mais força e apalpou-me as mamas com firmeza. Eu estava a adorar a sua persistência ao tocar-me assim, até que me disse "está bem" enquanto me largava. Está bem?? O quê??? Por esta eu não esperava!
Sentou-se na cama com um sorriso de orelha a orelha e sem dizer mais nada. Descalçou-se e despiu a camisa. Entrou na casa de banho e quando de lá saiu eu já tinha tirado e arrumado a minha camisola. Estava apenas com a lingerie vestida, que cobria aquilo que ele mais queria ver. Os boxers desapareciam na metade inferior do meu rabo, em direção àquele montinho de carne húmido, entre as minha pernas. Foi isso que ele viu quando entrou. Tinha deixado cair uma das suas camisas no chão e baixei-me para a apanhar quando o ouvi regressar ao quarto. Claro que foi sem qualquer intensão! Ele deparou-se com aquele cenário e ficou apenas a observar. Sabia que me desejava e que ansiava por me foder. 
    - Estás com calor?
Não olhei para ele mas sabia que estava a olhar intensamente para mim. Sentia o desejo na sua voz.
    - Não porquê?
    - Despiste a camisola. Vais andar assim pela casa?
    - Não sei de que estás a falar - disse-lhe, com um ar divertido e inocente. - Mas e se andar?
    - Se andares, eu não respondo por mim.
Não disse mais nada. Terminei rapidamente de colocar a ultimas peças de roupa no roupeiro e fechei-o. Quando dou meia volta, dou com ele bem na minha frente a olhar para mim. Olhava-me de cima a baixo, como se estivesse a olhar para um pedaço de carne suculento, a pensar como o iria cozinhar para depois o devorar. Aquele olhar encheu-me de tesão. Eu olhava-o também. Olhava para aqueles ombros largos e fortes e para aquela barba por desfazer, que lhe dava tanto charme. Ficava sempre desanimada quando ele desfazia a barba.
Este momento não deve ter durado mais que quatro ou cinco segundos, mas eu tive a sensação de nos estarmos a olhar por muito mais tempo até ele romper o silêncio.
    - Essa lingerie é nova.
Olhou-me nos olhos apenas para dizer esta frase e, rapidamente os seus olhos voltaram a percorrer o meu corpo.
    - Sim.
Levou as mão à minha cabeça para me soltar o cabelo. Agarrei-me ao seu pescoço e puxei-o para mim. Tinha-mos os nossos rostos colados, e num fechar de olhos, as minhas mãos desceram até à sua braguilha. Desapertei-lhe as calças e ajoelhei-me devagar, para ter tempo de conseguir sentir o cheiro de, e de beijar, cada centímetro da sua pele. Depois de acariciá-lo por cima dos boxers, baixei-os e agarrei no caralho. Inicialmente com a mão, depois com a boca. Chupei aquele pau grosso que tantas vezes já me tinha fodido. Ele agarrava-me pelo cabelo e respirava aceleradamente.
Subi até encontrar novamente o seu rosto, agora com um olhar de desejo muito mais intenso. Beijei-o na boca enquanto ele me desapertava o soutien. Logo a seguir, sinto as mãos no meu rabo. Apalpou-o com força e levantou-me para o seu colo. Abracei-me a ele, com os braços e com as pernas.
Tinha um olhar diferente. Não era só desejo, parecia estar chateado. Ainda assim, estava ali comigo, agarrava-me e dava-me prazer, por isso decidi não perguntar nada no momento.
(CONTINUA)

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