segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Eu não queria, mas...

Estávamos dentro do carro, num beco. Os bancos estavam deitados. Estava deitada de barriga para baixo, de olhos fechados, no banco do pendura e ele olhava-me, sentado, no lugar do condutor. Era de noite e eu já sabia o que ele queria: foder-me. Eu estava cansada e sem vontade. Começou a tocar-me.
    Hoje não. Não me apetece.
Aproximou-se e deitou-se por cima de mim. Conseguia sentir o seu pau no meu rabo, mas não era algo de que eu já não estivesse à espera. No entanto, é algo que me excita e ele sabia disso. Mas não o demonstrei e mantive-me firme, quase tão firme como o seu caralho. Acariciava-me o cabelo e dava-me beijos carinhosos na cara. Como eu não dei, sequer, sinal de vida, começou a tentar de outra forma. Ele tinha que me ter. Encostou os seus lábios à minha orelha, mordeu-a e sussurrou:
    Estás a só a fazer-te de difícil. Eu sei que queres levar com ele.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Beber café faz bem

Namorávamos há pouco tempo. Acho que ainda não tinha feito um mês desde o primeiro beijinho.
À noite fomos beber um cafezinho, conversar, rir. Sabem como é, no inicio da relação é sempre tudo maravilhoso.
Estávamos a voltar para casa a pé. No caminho passámos por um jardim que estava deserto, àquela hora, onde ficámos a conversar, a beijarmo-nos e a tocarmo-nos. No meio do jardim havia um café. Tinha uma pequena esplanada debaixo de um toldo que tinha apenas três laterais fechadas e nós entrámos pela quarta. Sentámo-nos no chão e continuámos aos beijos e amassos. Sem lhe largar a boca, sentei-me ao seu colo.